O governo de Luiz Inácio Lula da Silva espera que o Brasil seja poupado das novas tarifas comerciais dos Estados Unidos que devem ser anunciadas pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (2). No entanto, a gestão brasileira não descarta eventuais reações às medidas do republicano — resposta que conta, inclusive, com respaldo do Congresso Nacional. Um projeto de lei que permite ao governo brasileiro responder a eventuais taxações feitas por outros países foi aprovado pelo Senado nessa terça (1º) e está sob análise da Câmara dos Deputados.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem comandado as conversas com autoridades norte-americanas sobre o assunto, afirmou nessa terça que o governo federal tem o “dever de proteger e fortalecer a economia brasileira”. Alckmin, no entanto, destacou que o Brasil vai esperar quais medidas serão adotadas pelos EUA para definir uma eventual reação. Por enquanto, a gestão de Lula prioriza uma saída diplomática para o tema.
“Devemos aguardar o que os Estados Unidos vão fazer. E aí, sim, depois de ter conhecimento das medidas, o Brasil vai decidir. Nós temos o dever de proteger e fortalecer a economia brasileira. As empresas que trabalham aqui exportam, têm comércio exterior. O relacionamento com os Estados Unidos é importante, porque, embora a gente compre mais deles do que eles de nós, é para onde a gente vende mais produto de valor agregado”, destacou Alckmin a jornalistas.
O vice-presidente voltou a afirmar que o governo brasileiro aposta em conversas amigáveis para resolver o impasse. “O caminho é sempre o caminho do diálogo. O comércio foi o que estimulou as civilizações. O comércio é civilizatório, traz desenvolvimento, aproxima povos. Ele é extremamente positivo. E a disposição do Brasil é aberta ao diálogo e fortalecer o comércio exterior”, acrescentou, ao afirmar que o “diálogo é permanente”. R7