Velozes e Furiosos 8

Não vou dizer que eu seja louca por Vin Diesel (muita gente boa é), nem que eu fique contando os dias até a estreia do próximo Velozes e Furiosos. Mas, quando estou na sala de cinema e o filme começa – aí eu me divirto horrores mesmo, sem medo de ser feliz. De VF2 a VF5, nem tanto. Mas, de VF6 para cá, esta série ao mesmo tempo achou seu passo e enlouqueceu: tem as cenas de ação mais impossíveis e sensacionais, tem senso de humor, o elenco passa a impressão de que está se divertindo muito (mesmo quando se estranham nos bastidores, como aconteceu recentemente com Diesel e Dwayne Johnson), e as participações especiais estão ficando cada vez melhores: em VF8, temos Charlize Theron (a vilã inescrupulosa), Helen Mirren (a mãe de Jason Statham!) e Kurt Russell de volta como o Sr. Ninguém. Até Scott Eastwood (que é a cara do pai, Clint), sem sal em Snowden e em Esquadrão Suicida, está bem mais animado no papel do aprendiz desastrado do Sr. Ninguém.

Velozes e Furiosos é, também, um fenômeno: de origens humildes (ao contrário de, digamos, Harry Potter ou Jurassic Park), mas afinada com o público, a série foi crescendo, crescendo… E chegou ao sétimo episódio, quando a maior parte das franquias já está pondo as barbas de molho, arrebentando recordes. VF7 rendeu o dobro de VF6 e é, neste momento, a sexta maior bilheteria da história. Ação, Vin Diesel, a morte trágica de Paul Walker – tudo isso conta na bilheteria. Mas conta, também, algo de que a plateia talvez nem se aperceba: quando ela olha para a tela, as pessoas que estão lá têm a cara das pessoas que estão na rua. Tanto se fala em diversidade em Hollywood, e Velozes e Furiosos já cruzou faz tempo essa linha de chegada: tem gente de todas as cores e jeitos (inclusive na direção), e não se auto-congratula por isso – as diferenças nem sequer têm mais qualquer importância nas tramas. Isso, sim, é praticar aquilo que se prega.

Veja.com
10:00:05

De sua opinião