Pesquisa constata ‘hábito’ de descarte irregular de medicamentos em Presidente Prudente

Segundo o estudo, 83% dos entrevistados sabem sobre os possíveis impactos que o descarte irregular de medicamentos pode provocar ao meio ambiente (Foto: Gabriela Oliveira)

Um estudo realizado pelo curso de engenharia ambiental e sanitária da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) constatou que 60,21% da população de Presidente Prudente descartam os medicamentos no lixo doméstico, enquanto apenas 15,3% entregam para as unidades onde adquiriram o medicamento ou aos agentes de saúde. Já 24,49% apontam descartar os remédios de outra maneira.

De acordo com o professor responsável pela pesquisa, Diego Ariça Ceccato, o principal paradoxo diz respeito ao fato de que 83% dos entrevistados sabem sobre os possíveis impactos que o descarte irregular de medicamentos pode provocar ao meio ambiente.

“Detectamos que a informação não é o bastante, já que os entrevistados mencionam que, dentre os principais motivos que justificam o descarte irregular, estão falta de implementação de logística reversa nos estabelecimentos, bem como em farmácias e postos de saúde”, explica.

Para o professor, os resultados apontados na pesquisa demonstram a necessidade de uma implantação de mecanismos que possam contribuir com o descarte correto desses resíduos no município.

Segundo ele, a intenção do curso é promover, futuramente, ações que possam melhorar esse cenário como, por exemplo, a realização de mutirões de descarte.

G1/Prudente
13:40:00

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