Os perigos das cirurgias gástricas para emagrecer

Quando falamos em cirurgias gástricas para emagrecer, é importante destacar que existem 2 tipos de procedimentos. Eles parecem maravilhosos para alguns, mas não são a solução para a maioria das pessoas. Pelo contrário: eles podem oferecer riscos! Vou falar quais são, as diferenças entre eles e quais os seus perigos ocultos.

1) Cirurgia bariátrica

Reduz o estômago a uma pequena bolsa e reorganiza o trato digestivo, de modo que o alimento entra no intestino delgado num ponto mais a frente do que o usual. Resumindo: é um procedimento que reduz o volume do estômago. Com isso fica difícil ingerir a mesma quantidade de alimentos de antes e, consequentemente, perde-se peso.

2) Banda gástrica

É a inserção de uma faixa ao redor da parte superior do estômago, apertando-o em uma pequena bolsa.É considerado um procedimento simples e menos invasivo, ao contrário das cirurgias de redução do estômago (by-pass gástrico). Além disso, é reversível, mas como apresenta muitas complicações, muitos pacientes (cerca de 50%) optam pela sua remoção completa.

De acordo com um estudo, cerca de 88% dos pacientes que são submetidos à banda gástrica num período de 3 anos apresentam complicações (uma ou mais!). São efeitos colaterais de leves a severos, como por exemplo:

Erosão da banda (1 a cada 3 pacientes);

  • Infecções;
  • Expansão anormal da banda;
  • Má nutrição;
  • Cálculos renais;
  • Problema de vesícula e intestino;
  • Falência renal;
  • Aumento do risco de morte;
  • Cirurgia adicional em 60% dos pacientes;
  • Pancreatite;
  • Refluxo gastro esofágico;
  • Diarreia;
  • Dobram o risco de fraturas;
  • Dilatação esofagiana;
  • Obstrução gástrica;
  • Dificuldade de deglutição;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cálculos vesiculares.

Depois de ambos os procedimentos, você atinge a saciedade rapidamente e passa a comer menos. Tanto é que quem se submete a eles é instruído a ingerir a proteína primeiro, pela possibilidade de ficar satisfeito logo, deixando os vegetais para serem consumidos na sequência.

O resultado? Constipações intestinais passam a ser frequentes.

Até os líquidos são restritos: somente 45 minutos antes ou depois das refeições. Além disso, certos alimentos devem ser eliminados da sua dieta, pois não se consegue digeri-los mais – isso inclui carnes vermelhas, casca de frutas e vegetais (onde está a massa) e vegetais folhosos.

Ou seja, você passa a ter uma alimentação não saudável, com implicações a curto e médio prazo. Queda de cabelo e perda muscular são muito frequentes após a cirurgia, condições que mostram que não se está recebendo uma nutrição adequada.

Os resultados de exames laboratoriais como glicemia, colesterol, fatores de risco cardiovasculares e etc.melhoram rapidamente, porém, com o passar do tempo,esses parâmetros pioram! Inicialmente, é um sucesso, mas, com o passar do tempo, é tudo uma grande decepção… E o pior: no caso das cirurgias é irreversível!

Risco maior da banda ou by-pass gástrico

Conforme a própria página da Lap-Band (empresa que detém a patente da banda gástrica) a morte é um dos riscos desse procedimento. Isso pode ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico, mas pode ser também uma consequência da operação, apesar de todas as precauções terem sido tomadas.

Portanto, esses procedimentos não são tão simples como parecem. Eles não são uma solução segura por causa de tantas consequências negativas de saúde acurto e longo prazo.

Mesmo com cirurgias, há necessidade de mudança do estilo de vida

Muitas pessoas acham que é só fazer a cirurgia para curar a obesidade mas, infelizmente, isso não acontece. Há necessidade de mudanças na alimentação e prática de atividades físicas para se ter resultado.

Então, antes de pensar em se submeter ao centro cirúrgico, mude seus hábitos! Você poderá obter os resultados que sonhava, sem os risco envolvidos.

Solução para perda de peso, sem cirurgias.

1ª Fase

1) Restrição de carboidratos (açúcar, frutose, amido e grãos) da sua alimentação.

2) Aumentar gorduras boas na alimentação

2º Fase

3) Conforme você consegue corrigir seus desvios dos valores de glicemia, insulina, triglicérides, colesterol e ácido úrico, passará a se alimentar de acordo com o seu tipo metabólico.

4) Jejum prolongado – é sabido que a restrição calórica pode aumentar a expectativa de vida e colaborar na correção do peso. Recentemente as pesquisas mostram que o jejum prolongado fornece os mesmos benefícios de saúde, com mais praticidade na redução da ingesta diária de calorias.

5) Probióticos – as bactérias intestinais são parte do seu sistema imunológico e influenciam a saúde de um modo geral, incluindo o peso. Os estudos mostram que os obesos apresentam flora bacteriana diferente dos indivíduos com peso normal, portanto, a sua correção tem ação significativa no emagrecimento.

6) Um programa intensivo de exercícios, aliados a dieta, colaboram no emagrecimento. Aconselho uma variação de atividades como treinamento supra aeróbico de alta intensidade, exercícios resistidos (musculação) e alongamentos.

7) HCG – o uso de gonadotrofina coriônica humana, uma glicoproteína que com 244 aminoácidos é produzida na placenta durante a gestação. Sua ação é de manter a integridade do corpo lúteo da mulher grávida, permitindo que a mesma produza progesterona, que é fundamental para o crescimento do feto.

O Dr. Simeons, um endocrinologista Britânico, através das suas pesquisas, concluiu que o Diencéfalo é a parte do cérebro onde residiria o problema da obesidade. O desequilíbrio diencefálico é o que causa o acúmulo excessivo de peso.

Com o uso de injeções de hCG, ele observou uma mobilização de gorduras depositadas em locais anormais, aonde pessoas obesas acumulam gordura (protuberâncias), o que reduziria a obesidade. Associado a isso, pregava uma dieta de baixa caloria.

Com isso, ele reporta resultados surpreendentes (clique aqui para saber tudo sobre a dieta com hCG).

Referências bibliográficas:

  • New York Times March 24, 2011
  • BMJ August 26, 2010 Aug 26;341:c4296
  • JAMA. 2012;308(16):1676-1684
  • Journal of the American College of Surgeons 2004 Oct;199(4):543-51
  • Archives of Surgery 2011 Jul;146(7):802-7
  • JAMA.  October 19, 2005; 294(15): 1903-1908
  • Digestive Diseases and Sciences Volume 57, Number 5 (2012), 1281-1290
  • Ann Pharmacother, 2008 Nov 18
  • ObesSurg, 2008 Jan 4
  • J GastrointestSurg, 2009 April 18
  • ObesSurg., 2006; 16(5): 603-6.

14:00:02

1 Comment

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *