Oitavo episódio de “Velozes e Furiosos” é o melhor da franquia

Nenhum profeta seria capaz de imaginar que este mero e duvidoso filme de aventura e perseguição de carros (“Velozes e Furiosos”) seria capaz de sobreviver tanto tempo, com tanto sucesso, e passando por diretores diversos, nenhum deles célebre antes por sua habilidade com filmes de ação. E superando tragédias pessoais: a figura mais simpática do elenco, Paul Walker, morreu em acidente (em 2013) e, nesta oitava sequência, com direção de F. Gary Gray, ele é apenas mencionado duas vezes, ainda assim, de passagem. E já estão se dando ao luxo de anunciar mais dois filmes para, respectivamente, 2019 e 21.

No primeiro, me lembro de levar um susto ao perceber a habilidade do realizador Rob Cohen (em 2001), mas com pretensões mais modestas. É que eu o conhecia de uma longa entrevista aqui mesmo no Brasil, quando ele até chorou relembrando a carreira irregular (era amigo de Hector Babenco), mas também com ambição de reconhecimento que, no final das contas, não recebeu.

Ele é mais lembrado como produtor e seus trabalhos mais recentes são imemoráveis, como diretor em “Stealhat”, “Triplo X”, “A Múmia –Tumba do Imperador Dragão,” “A Sombra do Inimigo”, “O Garoto da Casa ao Lado” e, ainda, os filmes em realização “Category 5” e “Speedhunters”.

Uma injustiça, porque foi ele quem conseguiu estabelecer como astro a figura discutível de Vin Diesel (que vocês devem lembrar, tem errado muito em outros projetos). Ressuscitou o gênero racha de corridas urbanas fora da lei, aproveitando as novas tecnologias. Hoje, naturalmente, elas já partiram para o delírio e a fantasia, fazendo com que o espectador desculpe qualquer efeito que deixa James Bond no chinelo.

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