Líder do Espírito Santo no app G1 Enem superou as notas ruins e agora estuda até dez horas por dia

O estudante Douglas Segatto, primeiro lugar em medicina no G1 Enem, acabou optando por direito (Foto: Arquivo pessoal)

 

Usuário assíduo do aplicativo G1 Enem, o jovem Douglas Segatto de Souza, 18 anos, tem a melhor pontuação não só em todo estado do Espírito Santo, mas também é o primeiro colocado entre todos os estudantes que afirmaram querer cursar medicina. O capixaba sonhava desde criança com a carreira na saúde, mas recentemente optou por outra carreira.

“Quando descobri a importância da medicina, prometi para mim mesmo que me tornaria um neurocirurgião. Sempre foi algo que me fascinou, mas hoje eu vejo que não tenho tanta compatibilidade com a profissão. Decidi cursar direito, porque acredito que ficaria mais confortável exercendo o cargo de promotor, por exemplo”, comenta o estudante.

Douglas é muito curioso: procura aprender conteúdos que não constam em qualquer grade curricular secundarista. Quando se viu assistindo uma videoaula sobre teoria do crime, de um cursinho para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um novo mundo se abriu para ele. “As aulas me chamaram muita atenção, comecei a assitir todos os vídeos que conseguia e gostei muito de aprender sobre o assunto. Fui além, pesquisei mais sobre funções e cargos. Meu irmão havia acabado de concluir a faculdade de direito e eu peguei alguns livros dele”, lembra.

Rotina de estudos

Embora esteja bem colocado entre os candidatos que usam o G1 Enem, Douglas nem sempre teve uma boa relação com os estudos. Cursou até o 8º ano na rede pública e então se transferiu para uma escola particular, onde teve dificuldades. “Comecei a tirar notas ruins, não conseguia me adaptar, acabei deixando de estudar no 9º ano. Foi um período ruim, comecei a pensar que não era inteligente, capaz. As notas dos meus colegas me intimidavam”, lamenta o estudante.

O capixaba conta que teve um ponto de virada, em que concluiu que ninguém é incapaz. “Não existe isso, todo mundo pode aprender. Comecei estudando 10 minutos por dia. É muito pouco, mas é aprendizado: melhor pouco tempo do que nada, não é? Fui aumentando o tempo, hoje mantenho uma rotina de cinco a seis horas de estudo por dia. Às vezes eu me inspiro, estudo dez horas, sempre respeitando meu bem-estar”, conta Douglas, que chegou ao terceiro ano do ensino médio tirando boas notas.

Douglas ficou surpreso ao saber que estava em primeiro lugar em medicina e no Espírito Santo no G1 Enem. “Testar meus conhecimentos durante meu tempo livre é uma ótima ideia, ajuda nos estudos”, diz ele.

G1

10:00:02

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