Equipes de revezamento do Brasil tentam obter vaga no Mundial de Atletismo

Garantir a classificação dos revezamentos 4x100m e 4x400m masculino e feminino para o Mundial de Atletismo de Londres, em agosto, é o objetivo do Brasil neste fim de semana, em Nassau. Para alcançar a meta, as equipes precisam ficar entre os oito finalistas no Campeonato Mundial de Revezamentos.

Atrás de renovação, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) adotou as melhores marcas de 2017 como critério de convocação. Assim, a responsabilidade ficará a cargo de um grupo composto por atletas experientes e novatos. “Nossa ideia é começar uma renovação agora, mesclando atletas que participaram dos Jogos Olímpicos com a garotada. O importante é ter uma base com quem a gente possa contar nos próximos anos”, diz o treinador chefe da equipe nacional, Carlos Alberto Cavalheiro.

O principal expoente dessa nova geração é Derick de Souza Silva, que completa 19 anos neste domingo. Convocado para a seleção adulta pela primeira vez, o atleta será titular no 4x100m masculino e tenta absorver os conselhos de Bruno Lins e Vitor Hugo dos Santos para ajudar a colocar a equipe no pódio. “Eles são os mais experientes em revezamentos e tentam dar confiança para a gente. Vindo deles, tento abraçar tudo o que passam para mim”, afirma. O mais jovem do grupo é Felipe Bardi, de 18 anos, que será o reserva. Na última edição, em 2015, o Brasil terminou na 4.ª posição, atrás de Estados Unidos, Jamaica e Japão.

Já as brasileiras do 4x100m feminino querem apagar os traumas do passado. Nos Jogos Olímpicos do Rio, a equipe foi desclassificada por atrapalhar o quarteto norte-americano. “Só quero que o bastão não caia e que a gente consiga chegar até o fim”, torce Bruna Farias, responsável pela largada.

Especialista em salto em distância e salto triplo, Tania Ferreira da Silva fará sua estreia no revezamento e tem contado com as dicas das companheiras desde o camping de treinamento, em Bragança Paulista, na véspera da competição. “Temos de passar segurança para ela. Falamos para relaxar e tomar cuidado com a mão”, explica a velocista, que divide o posto de conselheira com Vitória Rosa.

A jovem de 21 anos ganha protagonismo depois de ser a caçula do atletismo brasileiro na Olimpíada e se sente preparada para a missão. Mas a referência do grupo é Rosângela Santos, que se juntou ao time nas Bahamas. Sua ausência no período de preparação é minimizada por Cavalheiro. “Ela é a última e só vai receber. A Rose é muito experiente e sabe controlar quem está vindo, não terá problemas.” A meta é ir à final e, a partir daí, as brasileiras sabem que tudo pode acontecer.

Estadão Conteúdo

10:24: 02

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