Alerta: Doenças antigas podem voltar à tona sem vacinação

Uma das vacinas que integra o calendário nacional de vacinação está em falta em todo o Brasil. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, não chega aos postos do país há mais de três meses, após um problema na fabricação das doses pela empresa responsável. Sem as vacinas, o Ministério da Saúde não tem como repassar aos estados e municípios, para que tenham em seus estoques doses para imunizar o público-alvo.

Enquanto isso, a cobertura vacinal vem sendo prejudicada, não somente pela ausência da vacina, mas por outros fatores, como a falta de informação da população ou ainda problemas estruturais. Segundo Amariles Borba, diretora de Vigilância Sanitária da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a não imunização adequada pode acarretar na volta de doenças que já haviam sido erradicadas no Brasil, como a poliomielite, ou ainda o ressurgimento de doenças raras, como coqueluche e difteria.

A tríplice viral, por exemplo, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, não chega aos postos do país há mais de três meses (Foto: Arquivo O Dia)

Dados no Ministério da Saúde apontam que houve uma oscilação nas taxas de cobertura vacinal de 2015 e 2016, como é o caso da Rotavírus Humano, que teve cobertura de 95,35% em 2015 e 88,97 em 2016. A Tetravalente/Pentavalente (DTP+HIB+HB) registrou cobertura de 96,30 (2015) e 89,26 (2016). Poliomielite teve 98,29 (2015) e 84,42 (2016), enquanto a Tríplice Viral D1 teve cobertura de 96,07 (2015) e 95,35 (2016).

“A consequência disso [da baixa cobertura vacinal] é o ressurgimento de doenças que já estavam muito raras, como a coqueluche e a difteria. Além disso, temo um problema grave, que é a migração da população da Venezuela, Haiti e Bolívia para os estados no Norte do país. Como eles se espalham por todo território brasileiro, levam consigo os vírus”, fala Amariles, acrescentando que ainda existem dois países que possuem a doença da poliomielite.

Portal do Dia
10:20:03

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